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r, em 19.05.08 às 17:21link do post | favorito

Parque Central: Projecto de requalificação apresentado aos moradores

 

O salão da Associação de Reformados, Pensionistas e Idosos da Freguesia da Mina foi pequeno demais para a quantidade de moradores que quiseram conhecer em pormenor o projecto de reordenamento e requalificação do Parque Central da Amadora. Anunciado há alguns meses na Câmara Municipal, este projecto tem despertado preocupações por parte da população que habita nas artérias envolventes àquele equipamento, no coração da cidade. Uma preocupação que, inclusive, chegou a motivar a entrega de um abaixo-assinado, com cerca de uma centena de assinaturas.

Todavia, tal como havia prometido, o presidente da câmara, Joaquim Raposo, acompanhado pelo vereador responsável pelo pelouro de obras, Gabriel Oliveira, reuniu com os moradores, na passada sexta-feira, para lhes apresentar o projecto. "Olhámos para o projecto e tentámos anular alguns pontos negativos", realça o edil, justificando assim as razões de ainda não se ter realizado uma apresentação pública do mesmo.

Inaugurado em Abril de 1985, o Parque Central é constituído por três zonas distintas: a do anfiteatro, a do lago e a do polidesportivo. É precisamente na área que abrange as últimas duas zonas que vai ser feita a intervenção. Isto porque as duas áreas estão separadas fisicamente pela Rua dos Bombeiros Voluntários, não conferindo segurança às pessoas que transitem de um lado para o outro. "Este parque tem de ser para toda a gente, mas existem algumas zonas de conflito. As crianças não têm onde brincar e não há circuitos de manutenção, por exemplo", explica Joaquim Raposo.

Os moradores ficaram a saber que o lançamento do concurso público está previsto para Junho, embora os trabalhos não devam avançar antes de Novembro, mês de adjudicação. "A partir daí, serão apenas sete meses de obra", afiança o edil.

No projecto apresentado, do agrado da maioria dos moradores presentes, ficou bem claro que o Parque Central vai ser transformado num parque temático que terá a água como assunto principal. "Um conceito que pretende fazer com que as pessoas passem a tarde naquele espaço, em vez de o utilizarem apenas como passagem", realça Gabriel Oliveira. O actual lago do parque vai ser ampliado e a água devidamente tratada, possibilitando actividades como passeios de gaivotas, em jangadas ou em barcaças. "Haverá também unsinsufláveisem forma de bola para as pessoas brincarem dentro do lago", acrescenta o vereador. Este espaço vai ter cerca de 2500 metros quadrados e assume-se como principal atracção. Junto a este equipamento vai ser construída uma casa de chá e o centro ambiental da Amadora, num edifício todo envidraçado. Uma ‘playstation’ em tamanho gigante, onde os mais novos vão poder realizar um conjunto de actividades, será outra das atracções.

Mercê deste projecto, a Rua dos Bombeiros Voluntários desaparece e dá lugar a uma alameda pedonal com 14 metros de largura, onde serão plantadas romanzeiras, o símbolo da Amadora. O fecho desta artéria obriga ainda a um reordenamento do trânsito e dos sentidos de circulação naquela zona.

Um parque infantil, que vai recriar uma cidade espacial, e uma pista de tartan em redor do campo de jogos são outras das ideias presentes no projecto de requalificação, que contempla ainda um circuito de manutenção. Para reforçar a segurança, como complemento à iluminação tradicional, o recinto ficará dotado de "16 projectores" e alguns equipamentos, "como o parque infantil e o lago, serão vedados a partir de determinada hora", salienta o vereador, admitindo que estas intervenções vão orçar em cerca de três milhões de euros.

Entre as várias opiniões manifestadas, Rui Cardoso, morador no Largo Humberto da Cruz há 33 anos, ficou agradado com o projecto apresentado. "O quemais gostei foi ver que há mais segurança para as pessoas que precisam de atravessar o parque a determinada hora da noite", congratula-se.

Jornal da Região


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r, em 19.05.08 às 16:14link do post | favorito

Modalidade de jornalismo – investigação ou grande reportagem

A 11.ª edição do Prémio Literário Orlando Gonçalves tem, tal como nos anos anteriores, o objectivo de incentivar a produção literária, contribuindo para a defesa e enriquecimento da língua portuguesa. Na presente edição serão avaliados trabalhos de jornalismo (investigação ou grande reportagem), obrigatoriamente escritos em língua portuguesa.

 

Os trabalhos devem traduzir acontecimentos relativos ao ano transacto ao da atribuição do Prémio, e ter como referência a cultura e história portuguesas, os direitos humanos e a democracia, bem como reflexões sobre os problemas sociais e políticos, princípios que nortearam a vida de Orlando Gonçalves.

 

Os artigos, que deverão ser entregues na Câmara Municipal da Amadora até ao próximo dia 16 de Junho, serão avaliados por um júri, que revelará a sua decisão final em Setembro do presente ano.

O prémio tem o valor de € 4 987,98 (quatro mil novecentos e oitenta e sete euros e noventa e oito cêntimos), e será entregue em sessão pública.

 

Orlando Bernardino Gonçalves, um dos percursores do movimento neo-realista português, foi escritor e jornalista de imprensa escrita e de rádio, tendo sido inclusive Director do jornal Notícias da Amadora durante mais de trinta anos, actividade que sempre desenvolveu a par das suas intervenções cívicas e políticas na defesa dos direitos e deveres de uma cidadania plena, consciente e esclarecida, sustentada pelo enriquecimento intelectual.

 

Orlando Gonçalves foi agraciado com a Medalha de Ouro da Cidade da Amadora em 1989, em 1993 o seu romance Enredos da Memória foi galardoado com o Prémio Literário Cidade da Amadora e em 1997 foi mais uma vez homenageado pela Câmara Municipal da Amadora, por ocasião das comemorações do 25 de Abril.

http://www.cm-amadora.pt/files/2/documentos/20080519120235437026.pdf

 

(cma)

 

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