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r, em 02.01.08 às 15:00link do post | favorito
 
Noticia do Jornal Público…

Vista do IC19, a obra em curso no alto da Damaia, quase em frente ao Continente da Amadora, não faz pensar em nada já visto. Uma rampa enorme, coberta de betão e com um declive acentuado, termina no alto de um morro tal como nasce na sua base: abruptamente. Nas imediações ultima-se um espaço de estacionamento, mas nada indica a natureza da intervenção, nem sequer a entidade responsável por ela.

"Aquilo deve ser uma base de lançamento de mísseis", comenta alguém no parque do hipermercado. Embora inédita na região de Lisboa, a coisa revela-se, afinal, menos insólita do que uma instalação militar de alta tecnologia. "O que estamos ali a fazer é uma pista de esqui semelhante à que existe em Manteigas, para funcionar no Verão e no Inverno", explica
Gabriel Oliveira, vereador das Obras da Câmara da Amadora.
 

O projecto, integrado no futuro Parque Urbano da Atalaia, contempla a criação de duas pistas de esqui - uma com 170 metros de comprimento por 16 de largura (a rampa que se vê de longe) e outra para aprendizagem, com 50 por 25 -, uma pista de skate e uma outra de patinagem sobre gelo.
 
O complexo, que está já vedado e se situa junto aos reservatórios de água da Atalaia, perto da Clínica da Reboleira, incluirá ainda uma zona de apoio para restauração e um espaço para aluguer de esquis, patins e outros equipamentos. Por agora, no terreno, vê-se apenas a base das duas pistas de esqui, em betão, as torres de iluminação que permitirão o uso nocturno das instalações, o parque de estacionamento e a vedação.
 
De acordo com o autarca, as pistas de esqui não disporão de neve artificial, mas sim de um pavimento especial, "tipo alcatifa", que dá aos utilizadores uma sensação idêntica à da neve. "Trata-se de um tapete moderno, que não tem nada a ver com o de Manteigas e que tem por baixo uma base acolchoada. A superfície é branca e tem sempre água a deslizar, o que contribui para criar o efeito do esqui." Para que a semelhança com o desporto verdadeiro seja maior, os equipamentos são os mesmos, à excepção dos batons em que os esquiadores se apoiam, que não terminam em bico como os originais. A pista principal terá capacidade para 300 pessoas em simultâneo.

O acesso ao futuro Ski-Skate Amadora Parque estará sujeito ao pagamento de "uma quantia mínima". "O bilhete será mais para controlar as entradas, porque se não fosse assim haveria tanta gente que nem se conseguia lá andar", diz
Gabriel Oliveira.
 
 A gestão do espaço caberá ao Radical Skate Clube, associação local que já celebrou protocolo com o município e pretende criar ali "um pólo de desenvolvimento desportivo" não só de esqui e skate, mas também de patins em linha, snowboard e BMX.
 
A construção do complexo está a cargo da empresa Pimenta & Rendeiro, que assume os respectivos custos, estimados em perto de meio milhão de euros, no quadro da urbanização da zona envolvente. "A câmara só paga a construção do estacionamento", garante o vereador das obras.
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r, em 02.01.08 às 14:22link do post | favorito
O queniano Moses Masai, em masculinos, e a letã Jelena Prokopchuka, em femininos, venceram hoje a 33 edição da corrida São Silvestre da Amadora, integrada no "ranking" internacional das provas de atletismo de fundo.
 

Moses Masai, detentor do quarto melhor registo mundial do ano nos 10.000 metros, cumpriu os 10 quilómetros em 28.25 minutos, menos 18 segundos do que o compatriota Barnabas Kosgei, que repete o segundo lugar obtido em 2005.

Com este triunfo, Masai somou o segundo êxito consecutivo na Amadora, tornando-se o recordista da prova do Desportivo Operário Rangel desde que a corrida passou para a distância de 10 quilómetros, em 2002.

Em terceiro e melhor português classificou-se Leão Carvalho, do Benfica, com um registo de 29.07 minutos, enquanto o etíope Maregu Zewdi ficou no quarto posto, a apenas dois centésimos de segundo.

O atleta português considerou ter concretizado o objectivo do pódio e ficou "muito contente" pelo terceiro lugar, uma vez que os quenianos "foram muito fortes e era impossível alcançá-los".

O segundo melhor português na corrida de São Silvestre da Amadora foi Eduardo Henriques, da Conforlimpa, que terminou com o tempo de 29.12 minutos.

Na prova feminina, Jelena Prokopchuka, segunda na última edição da reputada maratona de Boston e terceira em Nova Iorque, completou em 33.16 minutos o percurso pelas principais artérias de Amadora, com uma assistência de cerca de 100.000 locatários.

A oito segundos da atleta da Letónia, Ana Dias, da Casa do Benfica de Faro, cruzou a meta em segundo lugar, repetindo a presença no pódio pelo segundo ano consecutivo, depois de se ter classificado em terceiro no ano passado.

A atleta, que participou pela décima vez na Amadora, já chegou ao pódio por sete vezes, registando quatro segundos lugares (1998, 2000, 2001 e 2003) e três terceiros (2002, 2006 e 2007).

Ana Dias, que se referiu a Jelena Prokopchuka como atleta de "renome mundial, muito forte", regozijou-se pelo segundo lugar e disse continuar "a sonhar com a vitória", numa competição de grande nível".

Sara Moreira, que conseguiu os mínimos para os Jogos Olímpicos de Pequim, na prova de 3.000 metros obstáculos, estreou-se na corrida de São Silvestre com um terceiro lugar, com o registo de 33.40 segundos.

"Foi a primeira vez que vim à Amadora e consegui chegar ao pódio numa prova com grande nível, de preparação para os Jogos Olímpicos de Pequim", disse.

Carlos Lopes e Domingos Castro detêm o recorde de vitórias na corrida de São Silvestre da Amadora, com três triunfos, o primeiro em 1975 (primeira edição), 1983 e 1986 e o segundo de 1987 a 1989. José Ramos, 15 em 2006, contabiliza dois êxitos consecutivos (1978 e 1979), tantos quanto Moses Masai.

No sector feminino,
Fernanda Ribeiro cortou a meta no primeiro lugar por sete vezes, das quais seis foram consecutivas (1993 a 1998) e a última em 2005, quebrando a hegemonia de Jelena Prokopchuka.

A letã, de 31 anos, torna-se na atleta que mais vezes venceu esta prova, somando a vitória alcançada hoje aos quatro triunfos consecutivos (de 2001 a 2004).

A já retirada Aurora Cunha, com quatro vitórias consecutivas (1983 a 1986) está no segundo lugar na galeria de vencedoras, enquanto Rita Borralho (1980 e 1981) e Albertina Machado (1987 e 1988)

A corrida de São Silvestre da Amadora, que continua fiel à tradição de se realizar no último dia do ano, reuniu na edição de 2007 mais de 850 atletas, número que mantém a tendência de crescimento verificada desde 2000.

Este ano, a organização introduziu uma novidade: a Caminhada pela Saúde, aberta a todos quantos quiseram participar, com cerca de oito dezenas de participantes, de ambos os sexos e de todos os escalões etários, a completarem um mini percurso de quase dois quilómetros.


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